Asas de aviões e nadadeiras de animais têm muito em comum, revela estudo (01.24.10)

De acordo com estudo de um grupo interdisciplinar de cientistas da Duke University, da West Chester University e da Academia Naval Americana, as asas criadas por homens e as nadadeiras de mamíferos marinhos são similares.
Os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao testar maquetes em um túnel aquático. Os estudiosos perceberam que as nadadeiras que alguns mamíferos marinhos usam para se guiar sob a água têm muito em comum com as asas de aviões civis e de guerra.
Segundo o professor de engenharia mecânica e engenharia de materiais da Duke University e co-autor do estudo apresentado na publicação The Journal of Experimental Biology, Laurens Howle, “essa pesquisa é um pequeno passo dado em uma longa estrada”...
Para Howle , o objetivo do estudo é, de forma prioritária, entender melhor como o animal se movimenta e faz manobras. Um questionamento feito durante a pesquisa foi qual a quantidade de energia necessária para alguns golfinhos, baleias e botos vencerem a água em seu caminho – uma pergunta que combina biologia e engenharia.
“Um biólogo olha de dentro para fora, ao passo que um engenheiro olha de fora para dentro”, comentou Howle à ScientificAmerican.com.
Todas as sete espécies estudadas apresentaram nadadeiras relativamente imóveis que permanecem estendidas como as asas de um avião. Dois formatos gerais foram identificados, diferenciando suas capacidades de promover sustentação e superar resistências.
Os estudiosos observaram que as nadadeiras quase triangulares do golfinho-nariz-de-garrafa são as mais eficientes em termos de hidrodinâmica. Esse formato permite que o golfinho “produza maior sustentação lidando com menor quantidade de resistência”. A toninha-comum nada no lado oposto do spectrum, com nadadeiras aproximadamente duas vezes e meia menos eficientes do que as dos golfinhos-nariz-de-garrafa.
As asas triangulares de um Boeing 737 foram criadas para obter eficiência, mas “os aviões de guerra modernos têm formato mais próximo de delta”, explica Howle. “Eles têm muita energia, então não precisam se preocupar com eficiência”. O pesquisador acrescenta que esse formato, similar ao da toninha-comum, é necessário para permitir que velocidades supersônicas sejam atingidas. “Não que os animais se preocupem com isso”.

Rúbia Neves

 

 
Ronnie Vitorino
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